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Dr. Mercer

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Dr. Mercer - 11ª Edição


 


Nesta Edição
Factores de risco
Sintomas
Prevenir a osteoporose
Prevenção da deformação e da dor
A alimentação e a Osteoporose
Terapêutica Medicamentosa

Osteoporose

Bem-vindo à décima primeira edição da newsletter Dr. Mercer, uma publicação criada para promover a saúde e o bem-estar. Este número foi realizado em colaboração com o Dr. Rui M. V. Duarte Alves, Médico Especialista em Medicina Interna.

  


É uma mulher activa. Está em boa forma física. É independente e quer continuar assim por décadas? Qualquer mulher na casa dos 40 ou 50 anos tem boas perspectivas de isso poder suceder. A boa forma física é um factor muito importante para uma boa qualidade de vida, faz portanto todo o sentido cuidar da saúde dos seus ossos, articulações e músculos.


Um dos principais riscos para a saúde dos ossos é a osteoporose, um dos maiores problemas de saúde que as mulheres pós-menopausa têm de enfrentar.

  
A osteoporose, que provoca diminuição da resistência óssea, condiciona o aparecimento de fracturas por traumatismos de baixa energia. Provoca anualmente em Portugal, 40 mil fracturas, das quais 8.500 do fémur proximal. Tem níveis de morbilidade e mortalidade apreciáveis.

 

O que é a Osteoporose?

A Osteoporose é uma doença óssea sistémica, (i.e. generalizada a todo o esqueleto).

  
A Osteoporose não manifesta sintomas, e é caracterizada por uma densidade mineral óssea (DMO) diminuída, alterações da microarquitetura e da resistência óssea, que provocam um aumento da fragilidade óssea e consequente aumento do risco de fracturas.

  
É uma doença silenciosa, se não for prevenida precocemente, ou se não for tratada, a perda progressiva da massa óssea vai aumentando de forma assintomática até à ocorrência de uma fractura.

  
O que caracteriza este tipo de fracturas é ocorrerem com um traumatismo mínimo, que não provocaria fractura num osso normal. Também se chamam, por isso fracturas patológicas (de fragilidade).

  
Na medida em que a esperança de vida tem progressivamente aumentado, o envelhecimento da população tem como consequência um progressivo número de mulheres em risco de desenvolver osteoporose pós-menopausa, sendo fundamental identificar de forma precoce quais as pessoas em risco de sofrer este tipo de fracturas.

  
As fracturas mais frequentes ocorrem nas vértebras  da coluna dorsal, na coluna lombar nos punhos ou na articulação coxo femural (vulgo Colo do fémur).

  
Atinge sobretudo as mulheres pós-menopausa, e as pessoas idosas de ambos os sexos.

  
Quais são os factores de risco?

Não modificáveis

  

  • Sexo feminino - 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 8 homens com mais de 50 anos são afectados pela osteoporose; 
  • Idade superior a 65 anos;
  • Raças branca ou amarela; 
  • História familiar de fractura.

 

Potencialmente modificáveis

  

  • Menopausa precoce;
  • Longos períodos de tempo de ausência de menstruação;
  • Índice de massa corporal baixo (baixo peso);
  • Imobilização prolongada;
  • Existência de doenças que alterem o metabolismo ósseo, como endocrinopatias, doenças reumáticas crónicas, insuficiência renal ou anorexia nervosa;
  • Utilização de fármacos que provocam diminuição da massa óssea, como corticosteróides, anticonvulsivantes e anticoagulantes, antidepressivos, ansiolíticos e/ou anti-hipertensores;
  • Estilo de vida, como dietas pobres em cálcio, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo e consumo excessivo de cafeína.

 

Sintomas da Osteoporose

Até à ocorrência de uma fractura, a osteoporose é completamente assintomática. Durante a progressão da doença os ossos tornam-se progressivamente mais frágeis sem que os indivíduos afectados o percebam.

 

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O diagnóstico da doença é feito, ou pós a ocorrência de uma fractura osteoporótica patológica, ou então após o rastreio;

   

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Para muitas mulheres na pós-menopausa, a ocorrência da primeira fractura osteoporótica é o primeiro sintoma sugestivo da doença; 

  

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A ocorrência de fracturas osteoporóticas vertebrais é a complicação da osteoporose mais frequente na pós-menopausa, e muitas vezes a mais precoce. Nesta fase, a micro-estrutura interna do osso pode já ter sofrido uma grande destruição e a doença encontrar-se num estado bastante avançado; 

  

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Frequentemente (em aproximadamente dois terços dos casos), as fracturas vertebrais não são diagnosticadas por não produzirem sintomas, ou por os sintomas associados - dor na região dorsal ou lombar - serem banais e surgirem em muitas outras situações clínicas para além das fracturas; 

  

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Após a primeira fractura, muitas vezes não diagnosticada, o risco de novas fracturas aumenta, podendo ocorrer múltiplas fracturas vertebrais, com consequente aumento da morbilidade (i.e. das queixas e das perturbações associadas à doença) e da mortalidade. 

 

 

  

O diagnóstico e o tratamento precoces da doença são, portanto, fundamentais tendo em vista a prevenção das fracturas.


A osteoporose decorre de um desequilíbrio entre as células que produzem a substância óssea e as células que a destroem, ou seja, as células que se encontram envolvidas no ciclo normal de renovação do osso.


A perda de substância óssea torna-se tão acentuada que mesmo as actividades quotidianas que implicam um esforço mínimo podem provocar a fractura de ossos.

  

  
A osteoporose, que pela definição operacional da Organização Mundial de Saúde (OMS) é sinónimo de Densidade Mineral Óssea (DMO) diminuída, pode ter múltiplas causas, e pode classificar-se num dos seguintes dois grupos:

 

  • Osteoporose primária, quando não há uma patologia subjacente que justifique a sua ocorrência. Resulta, em princípio, da diminuição de estrogénios após a menopausa e/ou da aquisição insuficiente de massa óssea durante a fase de crescimento do indivíduo;

 

  • Osteoporose secundária, quando a perda óssea é secundária a uma doença, a um distúrbio alimentar, ou à  medicação (que não vamos tratar neste artigo).

 

 

A causa principal da osteoporose primária é a deficiência de estrogénios (hormonas femininas).

 

Na mulher jovem, saudável, a formação e a reabsorção ósseas estão em equilíbrio, mantendo-se a massa óssea constante. Na mulher na pós-menopausa, a reabsorção óssea predomina, verificando-se perda da massa e redução da resistência óssea conduzindo,  à osteoporose e às fracturas.

 

  
Aquando da menopausa, os ovários deixam de produzir estrogénio. A diminuição de estrogénios circulantes promove a perda acelerada de osso das seguintes formas:

 

  • Pelo aumento da reabsorção óssea;

  

  • Pela diminuição da formação de osso.

 

 

A perda de massa óssea é mais acentuada nos 3-6 anos após a menopausa, e tem a sua maior repercussão ao nível do osso trabecular (osso constituído por finas lamelas que se entrecruzam, dando a este tipo de osso uma textura esponjosa, ao mesmo tempo leve e resistente ao choque) que existe predominantemente nas vértebras e punhos.

  

Por conseguinte, as primeiras fracturas osteoporóticas numa mulher tendem a ocorrer nas vértebras ou nos punhos. Como a ocorrência duma fractura vertebral está associada a um aumento significativo do risco de novas fracturas e da morbilidade que lhes está associada, é importante a intervenção precoce para prevenção da primeira fractura vertebral.

  

A definição adoptada pela OMS nas recomendações para o diagnóstico da osteoporose baseia-se na diminuição de massa óssea.

  
O grau de diminuição de massa óssea é determinado através dos valores da densidade mineral óssea (DMO) que mede a quantidade de mineral existente numa área de osso,  Osteodensitometria Óssea  (de dupla energia radiológica).

  

  

A DMO está relacionada com o risco de fractura por fragilidade óssea:

 

  • Uma DMO baixa é o factor que, isoladamente, mais pesa no risco de fractura do idoso e afecta, pelo menos, metade de todas as mulheres na pós-menopausa;

    

  • As mulheres com osteoporose têm, individualmente, o risco de fractura mais elevado, no entanto, a maioria das fracturas osteoporóticas ocorre em mulheres na pós-menopausa com uma DMO apenas moderadamente baixa, porque este é o grupo mais numeroso.

 

 

Uma vez que a razão de ser da prevenção e do tratamento da osteoporose é, fundamentalmente, a prevenção das fracturas que lhe estão associadas, a decisão de prevenir/tratar a osteoporose num determinado indivíduo deve ter em conta não apenas o valor da DMO obtido pela osteodensitometria, mas também a presença/ausência doutros factores de risco para fracturas osteoporóticas. Uma história clínica completa e alguns exames complementares adequados são imprescindíveis para uma avaliação correcta do risco de fractura.

 

Prevenir a osteoporose

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a prevenção da osteoporose define-se como a forma de impedir a perda de massa óssea na mulher recentemente menopáusica e ainda sem osteoporose.

  

Exercício físico e osteoporose
  

Uma vida activa e a prática regular de exercício físico são muito importantes para a saúde dos ossos, em todas as fases da vida: durante o crescimento e até aos 30-35 anos ajudam a obter um bom pico de massa óssea e a partir dessa idade contribuem para que a perda óssea seja mais lenta ou estabilize.
  

Mesmo que já tenha osteoporose ou tenha sofrido uma fractura deve fazer exercício físico e evitar ter uma vida muito sedentária. O exercício vai ajudar a:

 

  • Manter a massa óssea e reduzir o risco de fractura;
  • Melhorar a força muscular e permitir uma melhor postura;
  • Melhorar o equilíbrio e diminuir o risco de queda;
  • Reduzir as dores crónicas da coluna;
  • Prevenir ou diminuir as deformações da coluna provocadas pela osteoporose.

 

 

Nem todos os exercícios são bons para quem tem osteoporose e não deve começar qualquer programa sem falar com o seu médico.


O exercício adequado para si vai depender da gravidade da sua osteoporose, da existência de outros problemas de saúde e da sua forma física.

  
Regra geral não deve fazer mais que três sessões de exercício por semana, com duração de 30 minutos cada uma.

  

  

O que pode fazer

 

Os melhores tipos de exercícios para quem tem osteoporose são:

  

  • Exercícios com carga: marcha, dança e aeróbica de baixo impacto;
  • Exercícios com resistência: usando pesos livres, aparelhos ou fitas de borracha.

  

  

Uma óptima actividade para quem tem problemas de equilíbrio é o Tai-Chi, uma forma muito suave de artes marciais que melhora o equilíbrio, a postura e reduz as quedas.

  
A natação, por não ser feita em carga, não é recomendada quando se pretende aumentar a massa óssea. No entanto, se já teve fracturas vertebrais, a natação e a hidroginástica suave podem ser bons exercícios, uma vez que a impulsão da água reduz o esforço necessário, reduz a probabilidade de ter dor na execução e ajuda a melhorar a força muscular.

 

Prevenção da deformação e da dor

As deformações da coluna vertebral e as dores crónicas nas costas podem ser reduzidas através da prática de exercícios que fortalecem a musculatura da coluna, do tórax, dos ombros e dos abdominais.

  
Depois de aprender estes exercícios com um terapeuta, poderá executá-los em casa, de forma regular.

  

A alimentação e a Osteoporose

Para ter uma boa alimentação deve ingerir alimentos de todas as variedades ou grupos: pão, cereais, massa, arroz, vegetais, frutas, lacticínios, carne, peixe, ovos, legumes secos e gorduras.

  
As quantidades a ingerir são diferentes para os vários alimentos e, principalmente no caso dos hidratos de carbono (pão, cereais, massa e arroz), dependem da sua idade e do nível de actividade física.

  
Tenha em atenção que as carnes vermelhas devem ser consumidas em menor quantidade que as carnes brancas e o peixe, isto é, apenas algumas vezes por mês.

  


Algumas sugestões para tornar a sua alimentação rica em cálcio:

 

  • Uma maneira ideal de aumentar a quantidade de cálcio de qualquer refeição é acompanhá-la com um copo de leite.

  

  • Um iogurte, um copo de leite ou uma sandes de queijo são snacks nutritivos e ricos em cálcio.

  

  • Adicione leite às sopas cremosas: torna-as mais saborosas e ricas em cálcio.

  

  • Sopas portuguesas ricas em cálcio: caldo verde, sopa de nabiças, sopa de espinafres e sopa de agriões.

  

  • Nos molhos para as saladas utilize iogurte natural, simples ou misturado com maionese magra.

  

  • Jaquinzinhos e petingas fritas, de escabeche ou de conserva: saborosos e ricos em cálcio (e se puder não se esqueça de comer as espinhas).

  

  • Faça pratos de carne, peixe ou vegetais com molho branco (use leite e corte nas natas). Use queijo parmesão ralado em todos os pratos de massas. Misture queijo ralado nas massas e nos recheios das quiches e tartes salgadas.

  

  • Costuma ter fome no intervalo das refeições? Porque não comer uns frutos secos (nozes, figos ou alperces) ou uns quadrados de queijo?

  

  • Sobremesas tradicionais portuguesas ricas em cálcio: leite creme, arroz doce e aletria.

  

  • Sugestões para sobremesas ou lanches ricos em cálcio: gelados de leite e salada de frutas com iogurte.

  

  

Acha que algumas destas sugestões podem engordar? Então utilize os lacticínios na versão meio-gordo ou magra, modere a sua ingestão de outros alimentos mais calóricos e... faça exercício.

  

  

Outros cuidados alimentares para prevenir a osteoporose:

 

  • Não consuma bebidas alcoólicas em excesso. O álcool é prejudicial para o fígado,  e para os ossos e causa desequilíbrio favorecendo as quedas.

  

  • Consuma com moderação as bebidas ricas em cafeína (p.ex. café, refrigerantes de cola, bebidas energéticas). A cafeína em excesso aumenta a eliminação de cálcio na urina.

  

  • Não consuma mais proteínas (carne, peixe, ovos e leguminosas) do que as recomendadas na pirâmide alimentar. Mas, se tem mais de 65 anos ou se teve uma fractura recente deve ingerir a dose máxima recomendada.

  

  • Reduza o sal da sua dieta. Para além de ser bom para os seus ossos será ainda melhor para o seu coração.

  

  • A vitamina D também é importante para ter ossos saudáveis. Parte da vitamina D de que necessitamos é fabricada pela nossa pele através da exposição solar e outra parte provêm da alimentação (p.ex. lacticínios). Se tem mais de 65 anos, se sai muito pouco de casa e não apanha sol (embora 30 minutos por dia de exposição solar seja o suficiente) deve ter mais cuidado com a alimentação ou falar com o seu médico para saber se precisa de um suplemento de vitamina D, principalmente nos meses de Outono e Inverno.

 

 

Alimentos ricos em cálcio, com indicação de quantidade (mg)


Alimento   Quantidade Cálcio (mg) 
LEITE  
- Magro  200 mg  248 
- Meio Gordo  200 mg  243
- Completo (gordo)  200 mg  237 
- Em Pó  15 g  64 
- De Soja  200 mg  25 
IOGURTE MAGRO  
- Simples  150 g  278 
- Fruta  150 g  230 
GELADO MAGRO   
- Semifrio (3% gordura) 100 g  185 
- Duro (4% gordura) 100 g 117
QUEIJO    
- Parmesão 50 g 643
- Cruyère, Emmenthal (45% gordura) 50 g 590
- Flamengo 50 g 386
- Ilha 50 g 370
- Fundido 50 g 300
- Serra (60% gordura) 50 g 278
- Brie (50% gordura) 50 g 200
- Camembert (45% gordura) 50 g 190
- Mozzarela 50 g 143
- Fresco Magro (2 - 4% gordura) 50 g 37
- Creme (60% gordura) 50 g 17
OMOLETA DE QUEIJO   
- 1 ovo + 25 g de queijo flamengo 80 g 224
PIZZA DE QUEIJO E TOMATE 100 g 189
QUEIJADA 50 g 130
PUDIM DE OVOS CASEIROS 100 g 95
FLOCOS DE AVEIA (sem leite) 50 g 66
PÃO 50 g 54
FRUTOS SECOS   
- Figos  50 g 139
- Amêndoas 50 g 134
- Nozes 50 g 90
- Damascos 50 g 45
- Amendoins 50 g 29
CHOCOLATE DE LEITE 100 g 220
SARDINHAS FRSCAS (com espinhas)  
- Em óleo, só o peixe 50 g 195
- Em tomate, só o peixe 50 g 150
CAMARÕES GRANDES 100 g 150
LARANJA 1 grande 58
VEGETAIS FRESCOS (cozidos e secos)  
- Espinafres 100 g 600
- Rama de Nabo (folhas e caules) 

100 g

168
- Couve Verde 100 g 160
- Brócolos 100 g 91
- Feijão de Soja 100 g 87
- Feijão Seco  100 g  45 

 

 

Terapêutica Medicamentosa

Existe actualmente uma grande diversidade de medicamentos úteis para a prevenção e tratamento da osteoporose na pós-menopausa  (OPPM), sempre por prescrição e rigorosa supervisão do seu médico assistente:

  

  • Os bisfosfonatos, que inibem a reabsorção óssea, são os medicamentos mais utilizados, podendo ser administrados de forma intermitente.

  

  • Os moduladores selectivos dos receptores de estrogénios (SERM's), que exercem no osso uma acção semelhante à dos estrogénios, inibindo a reabsorção óssea.

  

  • A terapêutica hormonal de substituição (THS), que consiste na administração das hormonas sexuais femininas (estrogénios, progesterona) cuja produção diminui na menopausa.

  

  • As calcitoninas, que inibem a reabsorção óssea.

  

  • Outros medicamentos que actuam no osso e no metabolismo ósseo.

  

  

O aumento da ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D, a toma quando necessária  de suplementos contendo estes nutrientes, e o aumento do nível de actividade física complementam a terapêutica farmacológica.


Considerações Finais

A OMS reconhece que a melhor forma de lidar com a osteoporose é através da sua prevenção logo desde o nascimento e ao longo da vida. Algumas intervenções para maximizar e preservar a massa óssea têm múltiplos efeitos benéficos na saúde.

  

Alterações na dieta e no estilo de vida - aumentar a ingestão de cálcio, deixar de fumar, reduzir o consumo de álcool (< 30 g por dia) - podem contribuir para prevenir a osteoporose e, potencialmente, diminuir de forma significativa a taxa de ocorrência de fracturas.

 

O exercício físico também contribui para aumentar a DMO durante o crescimento e minimizar a perda óssea numa idade mais avançada.

   

Quanto mais precocemente se adoptar um estilo de vida saudável, maiores os ganhos em DMO. No entanto, as alterações são benéficas em qualquer idade.

  


 


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Dr. Mercer - 11 Edição

 

 

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